
Entre os dias 13 e 16, Lousada participou no XV Congresso Internacional das Cidades Educadoras, no Centro de Congressos do Estoril.
Neste encontro o tema escolhido foi “Cidade, Pertença das Pessoas”, e teve como entidade organizadora a Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE) – Cidade de Cascais. Participaram pessoas de 118 cidades e 24 países, provenientes de vários locais do mundo.
A finalidade do tema passa pela importância da coesão social na cidade, com o foco nas pessoas e no seu sentimento de pertença à sua terra, mas sempre com o mesmo objetivo de colocar o enfoque nos processos de construção pessoal e social da cidadania. Foram abordados três grandes temas durante os dias em que decorreu o Congresso. Desenhar a cidade a partir das pessoas, das suas necessidades e aspirações, a convivência para o sentimento de pertença e a cidade para as pessoas e os seus projetos de vida.
No âmbito destas temáticas, várias cidades nacionais e internacionais apresentaram experiências para debate. Foram efetuadas apresentações por parte de todos os jovens congressistas que, deste modo partilharam propostas inovadoras em áreas tão diversas como o planeamento e reabilitação urbana, a cultura, os centros educativos, atividade física e desporto, ambiente, novas tecnologias, entre muitas outras.
Jovens Lousadenses apresentam reflexões no evento
Andriana Hamivka e José Carvalho foram os dois jovens Lousadenses selecionados para participar no Congresso com as suas reflexões.
“O desemprego não é um problema menor nem impossível de resolver” foi o mote da apresentação de Andriana Hamivka. Para esta Lousadense “a juventude de hoje será a única a sustentar a economia, os aposentados e as infraestruturas do futuro. Os jovens serão os responsáveis pelos desenvolvimentos em arte, medicina e tecnologia. No entanto, uma quantidade significativa desse potencial humano é desperdiçada por causa do desemprego, que não apenas os afeta a nível pessoal, mas também social, cultural e economicamente. Os jovens desempregados entram num ciclo vicioso de educação ultrapassada, estagnação de qualificações e níveis de confiança cada vez menores, tornando-se cada vez mais dependentes do apoio familiar e/ou de suporte social, correndo o risco de serem afetados pela pobreza e até marginalizados dentro da própria sociedade, o que pode levar ao início de uma carreira criminosa”.
O tema da apresentação de José Pedro Carvalho retratou o modo como vê a realidade local. Para este aluno que representou o concelho, “em Lousada, a aposta na educação e cultura é particularmente visível na relação quase simbiótica que existe entre o ensino regular e o ensino artístico. O processo que daqui resulta, gerador de uma dinâmica que convoca à participação de muitos (jovens/alunos, familiares, colegas, amigos, grupo mais alargado de cidadãos) organiza interesses e propósitos comuns, estimula a realização de novos projetos, promove parcerias com outras instituições e aproxima Lousada dos princípios estruturantes daquilo que se entende ser uma Cidade Educadora”.
Lousada aderiu ao projeto
Através da adesão a esta rede internacional em junho de 2017, o Município de Lousada, assume-se como Município Educador, oferecendo a todos os cidadãos elementos para uma formação integral, na aplicação de uma política de cariz educativo enquadrada num contexto de justiça social, civismo democrático, construindo assim uma sociedade sem exclusões.





