
Por: Ana Rodrigo Pestana – Presidente da Juventude Popular de Penafiel
Portugal assistiu a mais uma tragédia que já à muito se encontrava anunciada, o colapso de um troço de cerca de 100metros de estrada que ligava Borba a Vila Viçosa que arrastou para a morte um numero ainda desconhecido de pessoas.
Esta derrocada acabou por fazer lembrar a nunca esquecida para nós, mas esquecida pelos nossos governantes, queda da ponte de Entre-os-Rios.
Também naquela altura já muitos tinham alertado para a instabilidade da estrutura que cedeu, agora em Borba até os proprietários das pedreiras que ladeavam a dita estrada se apressaram as fazer estudos, que embora alertassem para grandes riscos, o que aconteceu? A intervenção necessária ficou para depois. E de quem é a culpa? É do município, é do governo é das empresas de extração?
Como habitualmente acontece em Portugal, depois da tragédia, temos as investigações da PJ, do ACT, o governo pede inspeções. Nos últimos anos temos vindo a assistir a tragédias suficientes para os nossos governantes terem aprendido a lição, mas como sempre, “depois de casa roubada, trancas à Porta”.
Agora muito se fala e ainda muito se vai falar sobre de quem será a responsabilidade, mas na verdade isso muito pouco importa para quem perdeu a vida e para os familiares destas pessoas.
No entanto, tratando-se desde 2005 de uma estrada municipal que se encontrava sobre a alçada da Câmara Municipal de Borba, sempre seria a autarquia a ter o dever de lograr alcançar uma solução, ainda que apoiada por diferentes organismos do estado. Além do mais, não pode agora a autarquia vir dizer que desconhecia o estado da estrada.
Acontece que, em última instancia também é do Estado e do poder central a responsabilidade de não ter sido feito mais.
Fala-se também agora de uma suposta reunião realizada à 4 anos de onde surgiram propostas, mas nenhuma avançou por falta de consenso. Será isto possível num país desenvolvido como o nosso? Parece que sim, e como todos sabemos não é a primeira vez.
Agora, uma vez mais, vamos esperar que a justiça funcione e que seja rápida para apoiar estas famílias que perderam ententes queridos e que mais uma vez a culpa não morra solteira.





